
Yontcha, Fredy, Barge, Nelson, Tiago Gomes, Gabriel Gomez, Romário e Igor
Guarda-redes do Belenenses da presente época, 2009/10

Mercedes Benz 180 - os táxis dos anos 50/60 - alcunhado de «Mercedes Matateu», devido ao aspecto da parte dianteira, assim como às características que lhe estavam associadas, resistência e robustez.
Chávena de porcelana da Vista Alegre. Tendo em conta o modelo do emblema que exibe terá sido fabricada, algures, entre a década de 30/40.
Uma jogada na grande área do Belenenses, com golpe de cabeça por parte de Serafim das Neves, muito enérgico. Martins como que se agacha, receoso, vendo-se no outro lado Pinto de Almeida e Jesus Correia
"Nunes, um avançado que veio do Vitória de Setúbal. Bom jogador. Pequenino mas muito mexido" Joaquim Caetano
Na marcação de um canto, Sidónio causa assombro ao elevar-se mais que todos, rematando estupendamente de cabeça, mas a bola não lhe faz a vontade e sai para fora.
Vicente e Sidónio conjugam os seus esforços!
(...) foto do Clube de Futebol Marítimo "Os Lacobrigenses", filial nº 6 do vosso Belenenses, fundado nos anos 20 (1923 ou 26).
Pires, como todos os jogadores de primeiro plano, tem no futebol muitos motivos de valorização pessoal. As viagens, então, além do seu aspecto turístico, sempre agradável, proporcionam inestimável fonte de convívio social e de cultura. Aqui vemos Pires, com os seus colegas do Belenenses, na Ilha da Madeira.
Francisco Torrão Pires nasceu em Serpa no dia 8 de Março de 1931. Fez exame de instrução primária na escola local e iniciou-se no futebol com a "clássica" bola "trapeira". Só aos 17 anos ingressou num clube. O Serpa, naturalmente.
Estreou-se no ano seguinte, a extremo direito, marcando um golo - contra o Desportivo de Beja. Em 1949 o Serpa estava na 3ª divisão e Pires começou a dar nas vistas.
CONSAGRAÇÃOAs qualidades e o valor de Pires tiveram já justa consagração. Foi escolhido por Gustavo Teixeira para representar Lisboa no jogo contra Madrid (na gravura o seleccionador lisboeta faz uma prelecção aos seleccionados, vendo-se Pires entre Matateu e Águas, seguido de Travaços e Figueiredo, e o dr. Tavares da Silva escolheu-o para a equipa nacional, no jogo-eliminatória do campeonato do Mundo, em Belfast, contra a Irlanda.
Pires sabe que, se a sua condição "granítica" é uma qualidade de primeira ordem, não ignora, por outro lado. que ser forte é insuficiente para bem jogar futebol.
E assim treina-se persistentemente no sentido de conseguir a indispensável maleabilidade.
E consegue ser a um tempo "granítico" e maleável, numa admirável junção de predicados que fazem dele um magnífico jogador de futebol.
À TERCEIRA VEZ INGRESSOU no BELENENSESEm 1951 Serafim das Neves, uma glória do Belenenses, abordou-o para jogar na equipa azul. O pai não deixou. Em 1952 - nova tentativa igualmente frustrada. Mas em 1953 - Pires atingiria a maioridade, insistiu e foi às Salésias fazer exame.
Ficou bem...e ficou a jogar no Belenenses. Estreou-se conta a Casa Pia (5-1), alinhando a médio, lugar onde Buchelli o fixou.
E hoje Pires é um dos esteios da equipa azul, com a qual foi a Paris, Angola, Madeira e Sevilha.



SEMPRE ATENTO!Dimas está sempre em jogo e se, por vezes, os planos tácticos o obrigam a posição recuada, nunca o seu extraordinário poder de arranque deixa de se manifestar-se.
Onde está a bola estão os seus olhos - está ele todo, pode dizer-se.
De tal maneira a sua velocidade é explosiva, que houve quem lhe chamasse a "locomotiva" ou o "expresso de Belém".
Dimas, na avançada de Belém, é, hoje por hoje, elemento indispensável. Seja a extremo (direito ou esquerdo) ou a interior, o excelente jogador tem o seu lugar no quinteto. Aqui o vemos na posição de "eixo de ataque". Porque não - um dia?
Uma única vez internacional e pela equipa B, contra o Sarre (vitória por 6-1).
Mas como suplente à selecção, José Pereira esteve já incluído na representação portuguesa nos jogos com o Luxemburgo, a Suécia, a Turquia, o Egipto, e no Lisboa-Madrid (selecções regionais) de Dezembro último.
Pelo Belenenses, José Pereira jogou em Paris (Taça Latina de 1955). na ilha da Madeira e em África.
Com 24 anos apenas, a José Pereira está reservado um futuro que não é difícil prever brilhante.
E daqui por umas quantas épocas mais, não muitas, o guarda-redes de Belém será mais vezes chamado à efectividade, se não perder qualidades, como é de admitir, e antes, as apure.
Porque elegante a defender, estilista de primeira água, José Pereira proporciona aos fotógrafos alguns dos mais bonitos "clichés" e, ao futebol, magníficas, das mais sugestivas fases em que a beleza das imagens parece desafiar os artistas.
Mas, é também verdade, a sua elegância a defender não excluir vigor, antes, em cada lance, José Pereira evidencia a sua forte compleição atlética e a sua coragem como jogador de futebol.

...Mas na vida de um guarda-redes há sempre uma...bola que passa!
Nem tudo (a sério), são rosas, nem tudo são sorrisos.
São mais até as vezes em que o rictus de esforço e de sofrimento se estampa em seus rostos.
Um guarda-redes é o "último" jogador da equipa, aos olhos de todos o mais responsável pelos golos, ainda que as culpas pertençam aos companheiros da defesa, quando calha a toda equipa.
E os guarda-redes brioso sentem e sofrem esses golos, principalmente se eles têm influência decisiva nos resultados dos jogos.
E José Pereira, no lance que a fotografia documenta com rara felicidade, espelha todo o desgosto que o golo consentido lhe provocou.
Verdadeiramente desolado, José Pereira, parece nem ter ânimo para se erguer no terreno.
O guarda-redes do Belenenses, José Pereira, sem dúvida tem um golpe de vista privilegiado...
Aqui o vemos, confiante, sorrindo à bola, que a quantos olham a fotografia e assistiram ao lance, parecerá encaminhada para as redes.
José Pereira nem tenta a defesa.
Não se perturba. limita-se a seguir a trajectória da bola com uma ligeira inclinação do corpo.
O perigo é só aparente - e José Pereira sorri. Sorri, satisfeito - que desta vez os fotógrafos não podem colher um dos belos instantâneos que as suas atitudes proporcionam.
Mas o fotógrafo, apesar de se tratar de um lance gorado, não falhou a fotografia - e fez bem.
A vinda de Vicente para Lisboa e para o Belenenses, deve-se a seu irmão Matateu.
E se este foi um caso raro de simpatia e popularidade espontâneas, o seu irmão tem demorado mais a impor o seu nome.
Matateu tinha mais fama antes de vir para Lisboa. Matateu estava jogador mais feito. Matateu tinha mais anos de idade e mais experiência.
Mas Vicente, de quem o mano garantia a categoria, longe de desiludir, confirmou, a pouco e pouco, quanto dele dissera Matateu e haviam dito quantos o conheciam.
Jovem, muito jovem (Vicente nasceu em Munhuana, pertinho de Lourenço Marques, a 24 de Setembro de 1935) tem, porém, ainda muito tempo para brilhar...
Todos são amigos dele! Os companheiros de equipa estimam-no. Todos são amigos. e não só entre os colegas. Vicente soube granjear amizades.
Os adversários - nem um só pensa de maneira diferente - tem por ele viva simpatia.
É que Vicente é um bom e leal camarada. Incapaz de um gesto feio, de uma atitude irreverente. E sobre um profissional sério - e um jogador brioso.

À BEIRA DA INTERNACIONALIZAÇÃOVicente esteve já à beira da internacionalização, chegando o seleccionador a hesitar entre o seu nome e o de Juca...Entretanto, o hábil médio do Belenenses não tem pressa.E para seu orgulho alinhou já, embora só há dois anos esteja em Portugal, 4 vezes pela selecção militar e duas vezes pela equipa nacional B.
O JOGADOR DO FUTUROÉ uma estrela que desponta - mas já uma magnifica realidade no futebol português.Hoje, Vicente, é dos nossos melhores médios. A sua juventude, a sua facilidade de passe, o seu belo domínio de bola - tudo nele concorre para acreditá-lo como jogador de classe.Faltam-lhe apenas dois anos mais, se tanto, no contacto com o futebol continental e internacional.Passado esse período, Vicente formará com Coluna e com Palmeiro, e com mais dois ou três da sua idade, uma plêiade de valores indiscutíveis na selecção nacional.E os anos que se seguem, confirmando esta previsão, revelarão todo um jogador de futebol - dos pés à cabeça: Vicente Lucas.

A família de Vicente, em Lisboa, é o irmão e a cunhada. E Vicente sente-se bem, naturalmente, ao pé dos seus.Para mais, o "mano" tem uma filha, que é todo o orgulho do tio Vicente.São horas esquecidas, a ver brincar a garota e - porque não? - a participar nos seus folguedos como se, também ele, estivesse na primeira infância.Na fotografia, eis o Vicente, olhando enlevado o casal "Matateu", e pensando - quem sabe? - no momento em que ele próprio constituirá família entre nós.
Aquele azougado jogador, de estatura meã, quase atarracado, suando as estopinhas por esses campos fora; descontraído, lasso de movimentos, ou rápido como flecha; negro de cor, conhecido e celebrizado por Matateu - é um senhor distinto de maneiras, elegante no seu trajar. É o Sr. Lucas Sebastião da Fonseca. Na fotografia o vemos, ao lado da esposa, que o olha, enlevada.

Por Rui Tovar, Publicado em 07 de Novembro de 2009, no jornal i



Se os dirigentes de turno, do C.F. "Os Belenenses", respeitarem o Clube que dizem pertencer e que agora representam, a próxima "chicotada psicológica", do bestial que passou a besta, está marcada com o circulo azul belenense.
Nas pugnas desportivas não há inimigos. Há apenas adversários.
Depois de noventa minutos de luta enérgica e viril mas nobre e leal os dois "capitães"
- Francisco Ferreira do Benfica, e Serafim das Neves do Belenenses -
selam em estreito amplexo a sua velha camaradagem, que não pode ser alienada pela coloração das camisolas.
É assim que ordena a boa ética desportiva!
"Entrevista de Diógenes Boavida. Depois da independência de Angola foi Ministro da Justiça de um dos primeiros governos, daquele País" Documento enviado pelo Amigo do BI, Joaquim Caetano.
#1 Susana Cardoso, 2 Rita Marques, 3 Joana Guedes, 4 Mariana Águas, 5 Andreia Anselmo, 8 Rita Fernandes, 9 Andreia Martins, 10 Bruna Melo, 11 Márcia Neves, 12 Lara Fernandes (Cap.), 14 Telma Lança, 15 Daniela Loureiro, 16 "Sony" Gomes e 17 Daniela Correia.
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