Mário de Faria e Melo Ferreira Duarte, (1900-1982)
Ilustração datada de 1933
«O Bemfica marcou dois «goals» na primeira parte, jogando mal, e sofreu outros dois no segundo tempo, jogando peior.»«Daquele descalabro de vinte e duas cabeças e quarenta e oito pés, salvou-se Alberto Rio, que jogou como um «az sem mistura».»
➤«Como era natural esta partida entusiasmou todo o público desportivo. De tal forma que, devido à anormalidade dos transportes, a A.F.L. pediu à CP o estabelecimento de um comboio especial do Rossio para Entre-Campos».
⛹Belenenses - Mário Duarte; Eduardo Azevedo e Júlio Morais; Alfredo Anacleto, Artur José Pereira e Francisco Pereira; Fernando António, Francisco Ferreira; Joaquim de Almeida, Joaquim Rio e Alberto Rio.⛹Sporting - Amadeu Cruz; Joaquim Ferreira e Jorge Vieira; João Francisco, Joaquim Filipe dos Santos e Henrique Portela; Torres Pereira, Jaime Gonçalves, Francisco Stromp, Emilio Ramos e José Leandro.⚽ Marcadores: Jaime Gonçalves, aos 25' de penalty; Emilio Ramos, na 2º parte.🚩Árbitro: Neves Eugénio, da Associação de Foot-ball do Porto, que teve uma arbitragem muito infeliz e com grande influência no resultado. Foi auxiliado pelos Srs. Coronel Ribeiro dos Reis e Victor Gonçalves.
📸 «Uma falta involuntária de Francisco Ferreira dentro da grande área, deu aso a Jaime Gonçalves transformar a grande penalidade no primeiro golo do Sporting, resultado que foi o do 1º tempo»
Os 26 guarda-redes «azuis» de 1919 a 1954, sem ordem cronológica:Alaiz, Assis, Acácio Correia, Aníbal Oliveira, Manuel Capela, Joaquim Caetano, Carmo Duarte, Délio, Artur Dyson, Fernando Sousa, Fonseca Castro, Hélder, José Reis, José Miranda, Lanceiro, Libânio, Mário Monteiro, Mário Duarte, Mascarenhas, Jerónimo Morais, Salvador Jorge, Soares dos Reis, José Sério, João Tomaz, Veríssimo e José Pereira o 26º guarda-redes do Belenenses
"No desafio em que o seu club perdeu 6-1 contra o Casa Pia Atletico, Mario Duarte, o keeper dos Belenenses, teve uma saída da maxima oportunidade, evitando que a bola mais uma vez ultrapassasse as balisas que tinha a seu cargo defender, quando os Casapianos, num ataque cerrado e rapido, se preparavam para aumentar o "score" do "match".In Foto-Sport de 15 de Março de 1924
Caricatura de Severo, de autoria de José António Marques, datada de 1927
Joaquim Rio, Carlos Sobral, Francisco Pereira, Aníbal dos Santos, Manuel Veloso, Mário Duarte, Arnaldo Cruz, Alberto Rio, Edmundo Campos, Romualdo Bugalho e Artur José Pereira.
A primeira Junta Directiva do Belenenses (tomou posse no dia 2 de Outubro de 1919) era composta dos seguintes sócios-fundadores:
Presidente: Eng. Reis Gonçalves. Vogais: Dr. Virgílio Paula, Hermenegildo Candeias, Carlos Sobral, Joaquim Dias e Júlio Teixeira Gomes. Capitão Geral: Henrique Costa
Mário de Faria e Melo Ferreira Duarte, mais conhecido como Mário Duarte (Nasceu em Aveiro a 25/12/1900 e faleceu em Lisboa a 24/05/1982)
Desportista e diplomata.
Desde cedo se sentiu vocacionado para os desportos, praticando-os quase todos.
Em 1910, com apenas dez anos, Mário Duarte participa num concurso hípico, realizado no Luso, aí ganhando a primeira taça.
Em 1922, defende Mário Duarte as balizas de Lisboa, num encontro de futebol contra o Porto. Sócio fundador do clube de futebol “Os Belenenses”, é o seu primeiro guarda-redes, lugar que já anteriormente ocupara em Aveiro, no Clube dos Galitos.
Ainda no Belenenses, pratica também atletismo, ingressando posteriormente na equipa portuense do Académico, onde alcança inúmeros primeiros lugares. Evidenciou-se sobretudo nas provas de velocidade, sendo considerado dos melhores “sprinters” da época.
Em 1926, Mário Duarte toma parte no IV Campeonato de Ténis das Beiras, disputado na Guarda, saindo vencedor.
Diplomacia
De 1927 a 1934, desempenha pela primeira vez as funções de cônsul de Portugal em La Guardia. (...) Em finais dos anos trinta, Mário Duarte é cônsul de Portugal em Port-of-Spain, Trinidad. (...)
De 1942 a 1945, nos três últimos anos da Segunda Grande Guerra, Mário Duarte vive em Berlim, onde desempenha simultaneamente as funções de cônsul de Portugal e encarregado da defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros na Alemanha, Áustria e Polónia.
Nos anos subsequentes, é cônsul e encarregado de negócios de Portugal sucessivamente em Havana, no Recife, em Marselha, em Hamburgo, em Madrid e em Santiago do Chile. No México, onde esteve cerca de cinco anos, termina a sua longa carreira diplomática, como embaixador.
Fonte: WIKIPEDIA
📷Mário Duarte e Alberto Rio exibem a Taça «Mutilados da Guerra» em pleno campo do Pau do Fio e de costas para a primeira sede do clube