30 anos de publicidade nas camisolas do Belenenses

Foi no dia 26 de Fevereiro de 1984, num jogo contra o Barreirense (0-0), a contar para a 19º jornada do campeonato nacional de futebol da 2ª divisão, que a equipa de honra d'os Belenenses usou pela primeira vez publicidade nas camisolas do emblema da Cruz de Cristo, tendo como patrocinador a Lubritex.

Feliciano, o popular defesa do «Belenenses»

Torre de Belém


Capela, Vasco e Feliciano ficaram amarrados à história do Belenenses por grossos cordões de fama, feitos de aplausos, simpatia e adoração. Eram as três «Torres de Belém». Após a conquista do título nacional de 1946, o profissionalismo, ainda escondido em várias capas, despontou para o seu fenomenal reinado. Em Belém, houve relutância em aceitar o novo estado de coisas, mas...Capela haveria de transferir-se para a Académica, a pretexto de estudar. Substituiu-o Sério. Vasco e Feliciano nunca se deixaram seduzir pelo canto de sereia dos escudos. Feliciano, um desportista e um dos defesas mais categorizados de sempre, era de uma honestidade a toda a prova, de um belenensismo como dificilmente voltará a haver – de tal modo que, antes de partir de férias, corria a assinar a ficha que o vincularia ao clube no ano seguinte, nunca exigindo dele um tostão que fosse. Mas, no final da sua época de ouro, o Celta de Vigo acenou-lhe com um contrato fabuloso: 200 contos de luvas e um salário mensal de 3000 pesetas para Feliciano e 300 contos para o Belenenses. Quase irrecusável, pois. Ficou de pensar. No regresso de férias, para espanto de todos, abeirou-se de Acácio Rosa e predispôs-se a assinar, de novo, a ficha pelo seu Belenenses. Assinou. E perdeu uma fortuna...
In "Os goleadores do século" Ed. "A BOLA"

O Belenenses em digressão por França


Primeira semana de Junho de 1974 
⛹Ernesto, Celestino Ruas, Mourinho, Luís Carlos, Eliseu, Minervino Pietra, Mário Coelho (chefe do departamento de futebol), Laurindo e João Cardoso. 
⛹Alejandro Scopelli (treinador), Major Baptista da Silva (Presidente da Direcção), Pincho, Murça, Calado, «Paco» Gonzalez, Quinito (encoberto) João Silva (massagista), Peres Bandeira (treinador de campo), Alfredo Quaresma, Vítor Godinho e Fernando Freitas.

Equipa de Honra do C.F. "Os Belenenses" da época 1971/72

Alfredo Quaresma, Quinito, Pena, João Cardoso, Mourinho e Alfredo Murça
Carlos Serafim, Luís Carlos, Carlos Jorge, Laurindo e Godinho

Vésperas do Belenenses - Porto da época 1975/76

Treino de conjunto, 6ª-feira, 23 de Janeiro de 1976 - Um angolano (Freitas), um timorense (Pincho) e o treinador belenense Peres Bandeira: o Porto batia à porta (vitória belenense, 1-0).

Conversa no regresso a casa

Matateu, então no Atlético, à conversa com o mano Vicente Lucas, em jogo no Restelo. A esta distância parece um crime que o maior símbolo do Belenenses tenha ainda envergado outra camisola depois da azul com a cruz de Cristo ao peito.
Foto e legenda do amigo do Belenenses Ilustrado, R. Dias

Benvindo Assis Quintino Viola


Nascido em Olhão em 08/10/1941
Falecido em Azeitão em 20/09/2022
Júnior do Belenenses nas épocas 1958/59 e 1959/60
Sénior do Belenenses nas épocas 1960/61 e 1965/66 a 1969/70

Quem o Viu e Quem o Vê

«115»
Fernando José António Freitas Alexandrino 
Angola, 21-07-1947
Jogador belenense de 1967/68 a 1975/76
Vice-Campeão Nacional de 1972/73
7 Internacionalizações enquanto jogador do Belenenses

Carlos Manuel do Sacramento Tudela Pena

Jogador do Belenenses nas épocas 1970/71 e 1971/72
"O Pena abandonou o futebol em 1974, e com estrondo: deu brado uma entrevista concedida à rádio na qual afirmava, entre outras coisas, que “o único treinador que nunca me dopou foi o sr. Meirim”. Foi o bom e o bonito, com toda a gente a tratar o Pena de mentiroso para baixo. Especialmente ofendido ficou o Manuel de Oliveira, que já havia ficado um pouco “queimado” por causa de uma entrevista do Barroca, que o acusou de chantagear os jogadores para serem dopados " Manuel Góis / Arquivos da Bola

Não sou Matateu, eu sou o Vicente

"Em Moçambique era avançado e com a mesma camisola iniciou-se também em Portugal, num jogo contra o Porto em que marcou um golo. Foi nessa altura que os adeptos começaram a querer chamá-lo de Matateu II, ao que ele respondeu, «Não sou Matateu, eu sou o Vicente»"

José Narciso Pereira «Reca», da Trafaria para Belém

"Narciso é um produto belenense e foi há dez anos já que ele iniciou oficialmente a sua carreira de futebolista no popular clube da Cruz de Cristo. Precisamente, na época de 1942-43.
Entretanto, em 1944, Narciso passou a representar o Trafaria, onde se manteve durante três épocas. Para o seu regresso à equipa dos "azuis" não foi estranha a influência do antigo internacional belenense Rafael Correia, que tem o seu comércio na Trafaria.
Na sua festa de despedida, ao abandonar o campo, Rafael conduziu Narciso ao lugar que deixava vago e que este, realmente, passou a preencher sem deixar mal colocado o seu antecessor e introdutor.
Narciso, agora, faz a sexta época consecutiva na primeira categoria dos Belenenses, àparte um ou outro período em que baixou à "reserva".
Normalmente extremo-esquerdo, tem jogado também a extremo-direito e a avançado-centro e, ultimamente, por via do processo táctico da sua equipa, tem desempenhado na equipa uma missão específica, que se assemelha á do interior pois actua quase sempre recuado, em beneficio do rematador Matateu.
Essa papel quadra-se bem com o temperamento buliçoso de Narciso, que não é homem para esperar pelo jogo e, se lhe dessem azo, percorria todo o campo.
Narciso, é um jogador alegre, vivo, mexido, e o treinador Fernando Vaz tem procurado acertadamente tirar partido dessas características, atribuindo-lhe uma acção de "sacrifício" a que se devota com entusiasmo.
Narciso é, essencialmente, um jogador de clube, o chamado "operário" de uma equipa e, não sendo já positivamente um jovem, pois ronda os trinta anos, continua a dar provas da extraordinária vitalidade que tem sido a sua principal característica." Carlos Pinhão