Vicente Lucas, medio volante internacional, anuló completamente a Pelé en el ùltimo Brasil - Portugal, jugado recientemente em Maracaná" In revista "Barça" de 10/10/1962
Estêvão e Vicente em destaque na revista "Barça"
Os Belenenses frente al Barcelona
Estos son Rafael, delantero centro de la "turma de Matateu", como popularmente se conece, em Portugal, al equipo de Os Belenenses, y Yauca, el fenónemo de la formacion lisboeta, un delantero que admite la comparación com cualquier "as" mundial.
El Belenenses ha sido, recordémoslo, finalista del Torneio Internacional de Nueva York de este año.
Fue vencido en la final por el América do Rio de Janeiro, por el minimo tanteo de 2-1.
In "BARÇA" de 10/10/1962
Belenenses no pódio do campeonato nacional da época de 1956/57

Oito jogadores do plantel que conquistou o 3º lugar. Da esquerda para a direita: José Dimas, Ricardo Perez, Mário Paz, Manuel Bezerra, José Pereira, José Maria Pellejero, Miguel Di Pace e Tito.
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Argentinos do Belém,
Bezerra,
Di Pace,
Dimas,
José Maria Pellejero,
José Pereira,
Paz (Mário),
Pellejero,
Perez (Ricardo),
Ricardo Perez,
Tito (Alberto da Silva)
César consegue desarmar um avançado espanhol, fazendo cair este e caindo por seu turno
VI Portugal - Espanha (2-2) - O empate contra a Espanha: O admiravel feito do "onze" de Portugal. (...) Mas isso não impede que demos destaque, pela actuação brilhantíssima, a Augusto Silva e a César, os dois melhores portugueses. A sua energia e a sua vontade de vencer, levando a frente a jogar, foram simplesmente notaveis (...) In "Eco dos Sports" de 16 de Janeiro de 1928.
Neném o filho de um brasileiro chamado Mané Garrincha
José Geraldo Filipe, o «Neném», filho do formidável Mané Garrincha, foi jogador do Belenenses na época 1979/80. Neném, era ainda muito jovem quando chegou ao Belenenses, vindo do Fluminense. "Tapado" por Lincoln, Gonzalez, Cepeda, Djão, Carneirinho e Vasques foi muito pouco utilizado (*) por Juca, tendo por isso uma passagem discreta pelo Belenenses. Do Belém, transferiu-se para o futebol suíço.
Estava de férias em Portugal quando morreu num acidente de automóvel, em Fafe, no dia 20 de Janeiro de 1992, aos2831 anos de idade (**). O sueco Ulf Lindberg, gerado durante uma digressão do Botafogo à Europa em 1959, é o único filho vivo de Garrincha. Um outro filho, Garrinchinha, morreu afogado no rio Imbariê preso dentro do carro em que seguia, após este se ter despistado e caído à água, no quilómetro 137,5 da estrada Rio de Janeiro - Magé.
(*) Neném foi titular em três jogos e foi suplente, não utilizado, em dois.
(**) Neném foi "descoberto" em Pau Grande - Magé (RJ) no ano de 1976, com a idade de quinze anos, por José Lemos, director do Fluminense.
➽ Post actualizado em 22/05/2018
25 anos de publicidade nas camisolas do Belenenses

Foi no dia 26 de Fevereiro de 1984, num jogo contra o Barreirense (0-0), a contar para a 19º jornada do campeonato nacional de futebol da 2ª divisão, que a equipa de honra d'os Belenenses usou pela primeira vez publicidade nas camisolas do emblema da Cruz de Cristo, tendo como patrocinador a Lubritex.
Escusado será referir que os dirigentes de turno anunciaram o facto com pompa e circunstância, não esquecendo de mencionar que, o clube dos Rapazes da Praia, tinha chegado aos tempos modernos.
Sedosos por reerguer o clube, após uma passagem traumática pela 2ª divisão, os dedicados Belenenses aceitaram esta inevitabilidade, que lhe foi vendida como uma panaceia que ajudaria a resolver os problemas do Clube.
Naturalmente, os de tesouraria ou da compra de mais um jogador. Os estruturais, nunca.Esses persistem.
Admiramos e até invejamos o Barcelona. Muito. Um Clube que tem associados e dirigentes que falam alto e bom som que "Nenhum dinheiro do mundo sujará o manto sagrado do nosso FC Barcelona!", e que num acto de altruísmo decidem durante uma época estampar no "manto sagrado" publicidade à UNICEF, merece o nosso respeito e acima de tudo faz-nos meditar: afinal um Clube é mais que uma paixão, é uma forma de estar e de ser na sociedade.
CHINA
Beja, 15/04/1982
Plantel 2008/09 (até à 17ª jornada)
"A Belenenses SAD chegou a acordo com o clube ucraniano, Metalurh Donetsk para a transferência dos direitos desportivos do atleta João Pedro dos Santos Gonçalves - China.
Este acordo estabelecido, defende os interesses da Belenenses SAD.
O Metalurh Donetsk demonstrou interesse imediato na aquisição do jogador e, dado o seu profissionalismo a SAD deseja ao atleta os maiores sucessos na sua carreira. " (11.02.09)
Um imenso amor azul

C. mora desde que se conhece, e já se conhece há quase sessenta anos, à sombra do Estádio do Restelo, couto sagrado aos seus olhos e consciência belenense. C. era, nos seus anos mais viçosos um "pardal" de Alcântara, no tempo em que Alcântara mais não era que um imenso quintal dos quintais de Lisboa. Pelas palavras de C. sou levado a montes e valados, quintas e casinhas, pomares e pedreiras, como se tudo não fossem já águas passadas, levadas e lavadas por um Tejo ali a dois passos. Ouvir C. falar dos seus tempos de criança é uma imensa viagem e apesar de o já ter ouvido muitas vezes, nunca se cansa a canseira de o fazer.
"Não sei porque sou belenense, não se explica, aliás Pedro, tu sabes que nessas coisas não se deve insistir, um tipo é o que é e pronto, cada barco tem a sua carreira, a minha parou em Belém e está tudo dito, não é?". Pronto, eu percebo, bebamos mais um copo aqui nesta esplanda em que transformaste a varanda do prédio onde vives e onde estamos. E estamos muitíssimo bem, em frente o azul das bancadas despidas a esta hora (e mesmo durante os jogos, acrescento eu mentalmente, porque não teria coragem de to dizer na cara, embora o saibas e isso te desgaste e desgoste), o relvado a gozar as delícias de uma rega de fim de dia, as balizas ali, brancas e impávidas a recuperar momentos nervosos de um e de outro lado. "Sou sócio desde os 18 anos, mas nunca vi um jogo sentado naquelas bancadas". Não me admiro. Aquela varanda vale por uma tribuna VIP, tem lugares marcados e sítios próprios para as crenças de quem ama o futebol, o vaso que tem de estar ali senão dá "galo", o guarda-sol que é arrumado para que o vizinho do lado possa gozar da vista toda, um conjunto de tradições que o teu filho já segue, ainda que se esqueça de um ou de outro preceito de quando em vez.
"Daqui da rua ao Vale de Alcântara não era propriamente perto, hoje um tipo apanha um eléctrico e está lá em dez minutos, mas antes não era assim...". Eu sei, também fui um viajante pedestre de Lisboa nos tempos em que o dinheiro não era para ser esbanjado em bilhetes de carro eléctrico. "O meu pai era serralheiro na Carris, e era eu que lhe levava o almoço. A minha mãe dava-me a lancheira dele pelas onze e eu ia levar-lha às Oficinas da Carris." Também conheci o ritual, não durante muito tempo é certo, mas também por aí passei.
"Almoçava muitas vezes por lá, eles tinham um autocarro velho que servia de refeitório, tinha mesas e cadeiras, aquilo era giro, era diferente e havia sempre uns mimos e umas buchas que me davam. Quando tocava para pegar ao serviço da parte da tarde, eu arrumava a tralha e vinha por aí fora a corta-mato, depressinha para ir para a escola". "Foi por essa altura que fiz a minha profissão de fé Belenense". Como? Conta lá essa que nunca ouvi.
"Espera, acho que poucas vezes contei isto, mas tu percebes-me com toda a certeza...". "Um dia houve em que os colegas me perguntaram qual era a minha equipa... Aquilo era tudo lagarto e lampião, até o meu pai torcia pelo Atlético, que Deus o tenha em descanso que ao Atlético já pouco falta, ai se ele me ouvisse!". "Eles tinham comprado um melão para a sobremesa, quer dizer, não sei se compraram, mas que ele estava lá, estava, amarelinho a rir-se para mim e se eu me pelava por uma talhada de melão. Percebi logo que tinha que dar a resposta certa, senão não cheirava sequer o melão... Aquilo custou-me muito, Pedro, custou-me muito. Quando o tipo me fez a pergunta eu quase estremeci, ia ter de dizer uma grande mentira. Não era pela mentira, era pela traição, percebes? Logo aquele, o Costa nunca mais me esqueci do nome do gajo, que não gostava do Belenenses nem um bocadinho... Mas enfim, lá fui enrolando, enrolando e acabei por comer o melão sem ter traído a consciência, pensei até que ele se tivesse esquecido.
O problema é que ele não se esqueceu. Estava eu a arrumar as coisas para me vir embora, já eles tinham saído todos do autocarro, quando vi que tinham fechado a porta, e eu ali, aflito para me ir embora, que a minha mãe dizia-me das boas quando me atrasava... Eu bem que a tentei abrir, mas aquilo tinha um fecho pelo lado de fora e as janelas tinham rede... E lá estava ele, encostado à porta a perguntar - Qual é o melhor clube do mundo? Qual é o melhor clube do mundo? E eu nada, nem tugia nem mugia e ele a rir-se, o cabrão, sem parar com a pergunta - Qual é o melhor clube do mundo? Qual é o melhor clube do mundo? e eu sem saber o que fazer. Então, mas como é que resolveste o problema? "Então, lá tive de dizer que era o Benfica, mas disse baixinho para ninguém ouvir..." Como é? Não ouvi nada! Benfica. Mais alto, mais alto que não ouço!" Benficaaaaa!. "Mas fiquei lixado, fiquei mesmo muito chateado, aquilo foi uma violência...! Assim que me apanhei livre, corri para o portão, desatei a fugir pela Junqueira abaixo, direito ao Altinho, sabes onde fica, não sabes, acho que nunca mais quis saber da lancheira e quando entrei nas Salésias, senti assim uma coisa pela espinha abaixo, fui ao meio campo, aquilo já estava um bocado decrépito, já nem tinha balizas nem nada, mas procurei o meio do campo, pus as mãos em concha à volta da boca e gritei o mais alto que pude: "BELÉÉÉÉÉM! BELÉÉÉÉÉM! BELÉÉÉÉÉM!"
Pedro Aniceto, 23/09/2005 in Reflexões de um cão com pulgas...
A equipa do "União Futebol Comércio Indústria Tomar" da época de 1972/73
De todos os Clubes filiais do Belenenses, o União de Tomar, fundado em 4 de Maio de 1914 e filial nº 1, foi aquele que alcançou maior projecção em termos de futebol profissional com 6 presenças no campeonato nacional da 1º divisão, divididos por três biénio: 1968/69 e 1969/70, 1971/72 e 1972/73, 1974/75 e 1975/76, classificado-se respectivamente nos seguintes lugares; 10º / 14º / 12º / 16º / 12º / 14º.
O União conta no seu palmarés com os títulos de Campeão Nacional de Futebol da 2ª divisão (1973/74) e da 3ª divisão (1964/65).
A foto que publicamos hoje, refere-se à época 1972/73 e, dos onze, cinco são ex-Belenenses: Cardoso, Nascimento, Camolas, Manuel José e Pedro.
De pé e da esquerda para a direita: João Carlos, Fernandes, Cardoso, Kiki, Faustino e Nascimento. Agachados: Pavão, Camolas, Raul Águas, Manuel José e Pedro. Treinador: António Medeiros
O "Belenenses Ilustrado" dedica este "post" a todos os belenenses da cidade Nabantina.
Grupo Desportivo dos Tabacos
Com a publicação desta foto, o "Belenenses Ilustrado" evoca um tempo que desapareceu há muito e, nesta era do politicamente correcto, parece até surrealista. De facto, hoje, tem o seu quê de bizarro saber que uma equipa do Grupo Desportivo dos Tabacos... ter sido campeã de basquetebol, ainda que de um campeonato secundário.Nesses "longínquos" tempos, Lisboa, foi mátria de pequenos-grandes clubes recreativos e desportivos de bairro e de Empresas. Repartíamos, então, a nossa paixão clubista entre o "nosso bairro", o clube da empresa dos nossos pais e, o Belenenses, Sporting, Benfica, Atlético ou o Oriental.Nos difusos sinais desses idos, há um que resiste, e remete para uma espécie de homenagem aos operários tabaqueiros, fundadores da "Voz do Operário": a Rua do Jardim do Tabaco.Só Lisboa poderia ter um Jardim assim, que o é, sem o ser.
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Lisboa, 13/03/1965











