Chaves, 03/04/1960
Plantel 1988/89 e 1989/90
Borislav Bisserob Mihaylov
Una imagem del partido inaugural. Sergio (Sério), guardameta portugués, intenta blocar el balón en un ataque de los madridístas
Matateu, um dos símbolos maiores do Clube de Futebol “Os Belenenses” é a personagem central daquele que é, seguramente, um dos mais belos registos fotográficos do desporto português.
Da autoria de um fotógrafo amador e datada de meados dos anos 50, tem como cenário de fundo a majestosa silhueta da Serra da Estrela. Este instantâneo, foi capturado durante uma partida entre a equipa local, Sporting da Covilhã, e o Belém.
Uma cuidada observação deixa-nos maravilhados com tanta beleza porque é mais que uma foto de desporto ou, observada sob o ponto de vista filosófico, uma foto de “o homem/atleta e a natureza”: Seja pela plasticidade que a atitude atlética e acrobática de Sebastião Lucas da Fonseca, vulgo Matateu, revela com todo o fulgor, e simultaneamente como que pedindo meças à estatuária grega assume uma harmonia corporal e estética na linhagem dos Deuses do Olimpo.
Porém, e por uma primeira vez, em tons de ébano ao invés da secular predominante cor marmóreo. Seja, também, pela concentração expressa num olhar sereno mas arguto, punhos cerrados que é o sinal exterior dos lutadores, energia a rodo e invulgar tensão muscular. É como se por um momento tudo tivesse ficado em levitação e esta por sua vez nos encaminhasse para a eternidade das imagens belas e felizes.
Pela posição côncava do pé esquerdo, sabemos que a bola já foi lançada como se fosse um míssil em rampa de lançamento. Imagina-se, que após tão formidável chuto, que certamente alcançou o desejado objectivo, terá havido um imenso bruá de espanto, por parte da plateia que assistiu a esse momento mágico, único e irrepetível, seguido de uma explosão de alegria e admiração: Gooooloooo !!! Golo de Matateu !!! Golo do Belenenses. Matateu rima com Belenenses. Sempre assim foi, sempre assim será. Eis, pois, uma das mais belas fotos do futebol português: um retrato a preto e branco, que tem afinal a cor que os Belenenses não permitirão nunca que desbotoe: O Azul do Belém de Matateu.
Foto datada de 1 de Outubro de 1961 de autor desconhecido, captada durante o jogo entre o Sporting da Covilhã e o Belenenses (1-1) - 2ª jornada do campeonato nacional
Belenenses, alinhou com: José Pereira; Pires e Rosendo; Vicente, Alfredo e Cordeiro; Yaúca, Carvalho, Matateu, Salvador e Estêvão.
Sporting da Covilhã: Rita; Lourenço e Couceiro; Patinho, Carlos Alberto e Lãzinha; Manteigueiro, Chaco, Adventino, Martinho e Palmeiro Antunes
Árbitro: Curinha de Sousa, de Portalegre
Marcadores: Chacho, aos 70' e Yaúca aos 83'
Texto da autoria da sócia 6713

"Tecnicamente Rodrigues se situava a certa distância daquilo que ele considerava dever ser o defesa moderno ideal"
"Os 24 homens que constituem a força do Belenenses correm na areia molhada, nus, estendem-se no chão, fazem ginástica, enrijam a carne e os músculos na terra e na água"
“A minha entrada no Belenenses está atrasada de 3 anos” “O espírito ambicioso do homem não tem limites”
“Em 1971 ganharemos o campeonato nacional" "O Belenenses será uma equipa diferente”

“P’ra ali !” – gritava Meirim, na segunda parte, mostrando aos jogadores do Belenenses a baliza do Farense

Em frente do outro lado do campo, Joaquim Meirim, crispado, aperta as têmporas porque a sua equipa como haveria de sublinhar mais tarde, “ainda não se exibiu como o campeão que vai ser”. A seu lado o dirigente Manuel Vácondeus (que já perdeu 7 quilos desde que assumiu as funções de secretário técnico) conforta o técnico que anda nas bocas do mundo futebolístico.

Uma atmosfera de rivalidade pessoal entre os dois treinadores (Meirim e Oliveira) tornara ainda mais carregado o ambiente das previsões à volta do encontro.
Afinal, o frente a frente dos técnicos decorreu com punhos de renda e o dos jogadores, embora viril, não foi violento ou mal intencionado. O Farense venceu 1-0 (golo feito na primeira parte) mas o Belenenses atacou todo o segundo tempo e poderá queixar-se da falta de sorte em dois lances de baliza aberta
[...] E houve, até, um grupo que se fez transportar num vulgar autocarro da Rodoviária Nacional, dos utilizados em pequenos percursos, que fizeram o trajecto para a Alemanha sem paragens e regressaram a Portugal igualmente sem paragens, depois de terem dormido em Leverkusen na noite a seguir ao jogo. [...]Carlos Sequeira in “A BOLA” de 10/09/1988

Estádio Nacional, 25 de Março de 1956. jogo particular: Portugal, 3 - Turquia, 1

Fernando Macaé, Adão, Chico Faria, Valdo (SLB), Ademir (SLB), Paulo Monteiro, Baidek, Jaime, Pitico (SCF), Paulinho Cascavel (SCP), Duílio (SCP), Mozer (SLB) e Ricardo Gomes (SLB). Agachados: Galo, Mladenov, Juanico, Teixeira, Dudu, Elzo (SLB), um membro da Fúria Azul e Lima (SLB). Foto dos anos de 1988/89.