Jaime Pacheco

Jaime Pacheco, o actual treinador do Belenenses, em imagem do site do "Record". Um excelente exemplo de um treinador com muito "BOA" imprensa.

Alejandro Scopelli Casanova «el Conejo»

[...] voltou a Portugal na época de 1972/73, convidado pelo major Baptista da Silva. 
O presidente do clube pretendia que Scopelli chefiasse um departamento moderno, que fosse um género de laboratório de futebol.
Rodeou-se de técnicos como Peres Bandeira, José Manuel Castro e Inácio Rebelo, este com a importante função de orientar as escolas. 
Fez um trabalho magnífico, dos pontos de vista técnico e psicológico, que levou a equipa principal a classificar-se em segundo lugar no Nacional, o que não acontecia desde 1955.
Do departamento técnico saíam directrizes para todo o futebol, dos juvenis até aos seniores, porque Scopelli desejava impor uma linha de interpretação do jogo.
Claro que o seu trabalho era minucioso e de certa maneira lento e os treinadores são contratados para ganhar jogos logo no minuto seguinte à entrada nos estádios...
Scopelli sabia isso, mas ninguém o afastava do futebol pleneado e da pedagogia. Era um poeta? Não, apenas um homem consciente e bem formado...[...] 

In "100 Figuras do Futebol Português" Edição "A Bola"

Umas das mais belas fotos do futebol português

Matateu, um dos símbolos maiores do Clube de Futebol “Os Belenenses” é a personagem central daquele que é, seguramente, um dos mais belos registos fotográficos do desporto português.
Da autoria de um fotógrafo amador e datada de meados dos anos 50, tem como cenário de fundo a majestosa silhueta da Serra da Estrela. Este instantâneo, foi capturado durante uma partida entre a equipa local, Sporting da Covilhã, e o Belém.
Uma cuidada observação deixa-nos maravilhados com tanta beleza porque é mais que uma foto de desporto ou, observada sob o ponto de vista filosófico, uma foto de “o homem/atleta e a natureza”: Seja pela plasticidade que a atitude atlética e acrobática de Sebastião Lucas da Fonseca, vulgo Matateu, revela com todo o fulgor, e simultaneamente como que pedindo meças à estatuária grega assume uma harmonia corporal e estética na linhagem dos Deuses do Olimpo.
Porém, e por uma primeira vez, em tons de ébano ao invés da secular predominante cor marmóreo. Seja, também, pela concentração expressa num olhar sereno mas arguto, punhos cerrados que é o sinal exterior dos lutadores, energia a rodo e invulgar tensão muscular. É como se por um momento tudo tivesse ficado em levitação e esta por sua vez nos encaminhasse para a eternidade das imagens belas e felizes.
Pela posição côncava do pé esquerdo, sabemos que a bola já foi lançada como se fosse um míssil em rampa de lançamento. Imagina-se, que após tão formidável chuto, que certamente alcançou o desejado objectivo, terá havido um imenso bruá de espanto, por parte da plateia que assistiu a esse momento mágico, único e irrepetível, seguido de uma explosão de alegria e admiração: Gooooloooo !!! Golo de Matateu !!! Golo do Belenenses. Matateu rima com Belenenses. Sempre assim foi, sempre assim será. Eis, pois, uma das mais belas fotos do futebol português: um retrato a preto e branco, que tem afinal a cor que os Belenenses não permitirão nunca que desbotoe: O Azul do Belém de Matateu.
Foto datada de 1 de Outubro de 1961 de autor desconhecido, captada durante o jogo entre o Sporting da Covilhã e o Belenenses (1-1) - 2ª jornada do campeonato nacional
Belenenses, alinhou com: José Pereira; Pires e Rosendo; Vicente, Alfredo e Cordeiro; Yaúca, Carvalho, Matateu, Salvador e Estêvão.
Sporting da Covilhã: Rita; Lourenço e Couceiro; Patinho, Carlos Alberto e Lãzinha; Manteigueiro, Chaco, Adventino, Martinho e Palmeiro Antunes
Árbitro: Curinha de Sousa, de Portalegre
Marcadores: Chacho, aos 70' e Yaúca aos 83'
Texto da autoria da sócia 6713

Joaquim Meirim: Não inventei o futebol !




"Tecnicamente Rodrigues se situava a certa distância daquilo que ele considerava dever ser o defesa moderno ideal"
"Os 24 homens que constituem a força do Belenenses correm na areia molhada, nus, estendem-se no chão, fazem ginástica, enrijam a carne e os músculos na terra e na água"
“A minha entrada no Belenenses está atrasada de 3 anos” “O espírito ambicioso do homem não tem limites”
“Em 1971 ganharemos o campeonato nacional" "O Belenenses será uma equipa diferente”


   




Meirim: Messias ou Cangalheiro do Belenenses ?

Capa da Revista "Século Ilustrado" de 28 de Novembro de 1970


Um homem desafia o destino
MEIRIM: Não inventei o futebol !
Reportagem de Maria Antónia Palla

O “Belenenses Ilustrado’ publica amanhã na integra este fabuloso documento, que já faz parte, da história do futebol nacional, e do Belenenses.

Meirim, diz que ainda pode perder 10 pontos e ganhar o campeonato

Valdir (ex-pupilo de Meirim) foi a “arma secreta” de Oliveira. A imagem mostra-o no meio de três homens do Belenenses – Godinho, Estevão e Murça, da esquerda para a direita

Meirim com punhos de renda após derrota: o Belenenses “ainda não se exibiu como o campeão que vai ser”


“P’ra ali !” – gritava Meirim, na segunda parte, mostrando aos jogadores do Belenenses a baliza do Farense

Em frente do outro lado do campo, Joaquim Meirim, crispado, aperta as têmporas porque a sua equipa como haveria de sublinhar mais tarde, “ainda não se exibiu como o campeão que vai ser”. A seu lado o dirigente Manuel Vácondeus (que já perdeu 7 quilos desde que assumiu as funções de secretário técnico) conforta o técnico que anda nas bocas do mundo futebolístico.

Belenenses joga em Faro numa atmosfera de rivalidade pessoal entre os dois treinadores (Meirim e Oliveira)

Uma atmosfera de rivalidade pessoal entre os dois treinadores (Meirim e Oliveira) tornara ainda mais carregado o ambiente das previsões à volta do encontro. 
Afinal, o frente a frente dos técnicos decorreu com punhos de renda e o dos jogadores, embora viril, não foi violento ou mal intencionado. O Farense venceu 1-0 (golo feito na primeira parte) mas o Belenenses atacou todo o segundo tempo e poderá queixar-se da falta de sorte em dois lances de baliza aberta

Ser Belenense... Viseu como escala de Leverkusen




[...] E houve, até, um grupo que se fez transportar num vulgar autocarro da Rodoviária Nacional, dos utilizados em pequenos percursos, que fizeram o trajecto para a Alemanha sem paragens e regressaram a Portugal igualmente sem paragens, depois de terem dormido em Leverkusen na noite a seguir ao jogo. [...]
Carlos Sequeira in “A BOLA” de 10/09/1988

Manuel de Oliveira


Manuel de Oliveira, foi treinador do Belenenses na época 1967/68, tendo sido “chicoteado” no decorrer da mesma, sendo substituído por um “filho da casa”, Carlos Silva.

O rescaldo do jogo Bayer Leverkusen - Belenenses pelo lápis de Francisco Zambujal


Toni e John Mortimore em cartoon, da autoria de Francisco Zambujal, publicado na primeira página da edição de “A Bola” de 10 de Setembro de 1988, no rescaldo dos jogos das competições europeias realizadas nessa semana.

Dimas e Matateu na Selecção que venceu a Turquia (1956)

Pedroto (FCP), Ângelo (SLB), Carlos Gomes (SCP), Passos (SCP), Juca (SCP) e Virgílio (FCP)
Dimas (CFB), Vasques (SCP), Matateu (CFB), Travaços (SCP) e Hernâni (FCP)
Estádio Nacional, 25 de Março de 1956. jogo particular: Portugal, 3 - Turquia, 1 
Dois jogadores do Belenenses: Dimas e Matateu, que foi o marcador de um dos golos.

Honra ao Mérito

"BOLA DE OURO 2008" Parabéns, Cristiano Ronaldo 

Jogadores do Belenenses participantes da "Associação de Amizade e Convivio" Luso - Brasileira - Búlgara

Fernando Macaé, Adão, Chico Faria, Valdo (SLB), Ademir (SLB), Paulo Monteiro, Baidek, Jaime, Pitico (SCF), Paulinho Cascavel (SCP), Duílio (SCP), Mozer (SLB) e Ricardo Gomes (SLB). Agachados: Galo, Mladenov, Juanico, Teixeira, Dudu, Elzo (SLB), um membro da Fúria Azul e Lima (SLB). Foto dos anos de 1988/89.

O Ciclismo do Belenenses em 1935


A cicloturista e os ciclistas do Belenenses em 1935, pouco depois de terem corrido a "VI Volta a Portugal". Junto do porta-estandarte, Tiago Severo, apresenta-se o voluntarioso e combativo belenense, Baptista Alves.

Os ciclistas belenenses na parada da celebração do 16.º aniversário do Clube. Ao fundo pode ver-se alguns dos motociclistas belenenses.

Ser Belenenses era assim...


⛹Note-se a quantidade de público nas bancadas para admirar e aplaudir o desfile dos atletas, de ambos os sexos, na parada de comemoração do 16.º aniversário do Clube de Futebol Os Belenenses.

Benitez, Di Pace e Perez ou quando a Pampa era em Belém...

Três extraordinários jogadores argentinos que representaram o Clube de Futebol 'Os Belenenses' na década de 50: Próspero Benitez, Miguel Di Pace e Ricardo Perez. A contratação de Benitez e Perez foi anunciada a 8 de Agosto de 1953. 

O primeiro jogo de José Maria Pedroto pelo Belenenses foi contra o Deportivo de La Coruña (vitória por 4 tentos a 1)

➤ O primeiro jogo de José Maria Pedroto pelo Belenenses foi em 2 de Abril de 1950 contra o Deportivo de La Coruña (vitória 4-1), quando ainda era jogador do Lusitano de Vila Real de Santo António.
A equipa alinhou com: seguindo a foto, 
⛹António Figueiredo, Joaquim Caetano, Inácio Rebelo, Carlos Frade, António Feliciano e João Mário Jordão. 
⛹Sidónio Silva, Narciso Pereira, Bravo, Francisco Rocha, Pinto de Almeida, José Maria Pedroto e Palma Soeiro.
⛹Francisco Rocha não foi utilizado. Jordão substituiu Palma Soeiro após o intervalo.
⚽Marcadores: 0-1, aos 10' por Ponte; 1-1, aos 18' por Frade; 2-1, aos 58' por Pedroto; 3-1, aos 65' por Narciso; 4-1, aos 88' por João Mário Jordão.

Rodolfo Faroleiro, belenense dos «sete costados»

Rodolfo Faroleiro, tri-campeão de Portugal, enquanto jogador. Como treinador, venceu a Taça de Portugal da época 1941/42 e o Campeonato Nacional de Juniores de 1946/47. A titulo de curiosidade refira-se que Rodolfo era cunhado de José Manuel Soares “Pepe”

Bernardo Soares e Heitor Nogueira

Bernardo Soares e Heitor Nogueira além de terem sido Campeões de Portugal de 1932/33 foram os primeiros juniores das escolas do Belenenses, a ascender à equipa de honra do Clube, sendo que eram titulares indiscutíveis.

João Belo

João Belo, atleta multifacetado, foi Campeão de Portugal em futebol e Vice-campeão em atletismo (salto com vara), representando as cores belenenses.
Foi João Belo que, enquanto árbitro de futebol em Moçambique, descobriu Matateu e o “enviou” para o Belenenses.   
Veja AQUI tudo o que publicámos sobre João Belo.

Alejandro Scopelli

Scopelli trava a marcha perante a blocagem do jovem guarda-redes sportinguista, Azevedo. Dom Alejandro, foi um dos maiores "jungleurs" do país das pampas e notabilizou-se quer como jogador de alto quilate quer como treinador de vastos e profundos conhecimentos. O Belenenses teve a Honra de o ter em ambas funções

Brasil de Pelé e Portugal de Vicente: A obra do tempo, vai reforçando o Mito e a Lenda...

⛹ Marcar impiedosamente o melhor jogador da história do futebol  mundial não permitindo, nos seis jogos em que se defrontaram, que este revelasse totalmente o fulgor do seu génio eis o feito inigualável do Cidadão e Eterna Lenda Belenense, Vicente Lucas.
No dia 19 de Junho de 1966, em Liverpool - Inglaterra...
Vicente, no seu estilo tímido e simples ("pezinhos de lã"), eficiente mas não isento de técnica, correu km “perseguindo” Pelé não deixando que este pusesse “pé em ramo verde”, de tal modo, que os jornalistas brasileiros o apelidaram de o “algoz”.
A imprensa desportiva brasileira, na sua melhor tradição de sobrevalorização das suas cores e deusificação dos seus atletas, deixou claro, para todo o sempre, que Vicente foi o carrasco e Pelé a vitima, “esquecendo”, entretanto, que este estava preso por arames desde da "batalha campal" que tinha sido o jogo do Brasil contra a Bulgária.
Resumos cinematográficos (...de origem brasileira), do jogo Brasil – Portugal, a contar para a fase final do Campeonato do Mundo de 1966, mostram, de uma forma continuada, Vicente a fazer cortes a “rasar”.
Porém, numa análise desprovida de paixão, verificasse que as “entradas” eram dentro da legalidade mas nem por isso, as imagens deixam de criar a ideia (errada) de um massacre às pernas do Mítico Craque.
No entanto, admitimos que se na época existisse a amostragem de cartões, o nosso Vicente não se safaria de um amarelo.
A montagem é de tal modo, que dá inclusive a ideia que o “golpe” fatal foi perpetuado por Vicente quando na verdade o autor foi José Morais.
Ou por não achar importante ou até por lhe ser conveniente - sim, os Génios também gostam da vitimização... -, Pelé (que não era um exemplo de jogar limpo e, que entre outros "golpes", estava sempre pronto para a cotovelada), não só não desmentiu como nunca esclareceu de uma forma clara e inequívoca a “inocência” de Vicente.
Daí, saltamos facilmente para o âmbito da lenda: Vicente “secou” Pelé porque se fartou de dar pancada sob a complacência do árbitro ou Vicente "meteu" Pelé no "bolso"...
A coisa afinal foi bem mais prosaica: Pelé, nos cinco (5) jogos disputados anteriormente entre as selecções da lusofonia, nunca fez grandes exibições devido à competente marcação de Vicente.
No Mundial de 1966, com a eliminação à vista, o técnico brasileiro teve necessidade, por tudo o que ele representava, de alinhar com Pelé apesar deste estar debilitado fisicamente.
Vicente, como era seu timbre, não se amedrontou e disputou cada jogada com astúcia, vigor redobrado e acima de tudo a raça que era apanágio da "escola" Belenense, transmitindo o recado para o resto da equipa: deste trato eu!
Em suma: nem Pelé foi vitima nem Vicente foi carrasco, foram simplesmente, cada um na sua dimensão individual, dois extraordinários intérpretes do jogo mais belo criado, até hoje, pela humanidade: o Futebol.